domingo, 20 de setembro de 2015

        HISTÓRIA EM QUADRINHOS E O SÓCIO INTERACIONISMO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A leitura é uma ferramenta sócio interacionista indispensável para o ser humano durante o momento da aprendizagem significativa, principalmente nos anos iniciais quando o indivíduo está em fase de desenvolvimento cognitivo e intelectual. A criança precisa de estímulos para desenvolver atitudes em relação à leitura e à escrita melhorando sua comunicação, de forma clara e precisa, demonstrando o que sente, o que precisa e o que gosta. São características próprias de um processo de aquisição de leitura que se busca quando se utiliza diferentes modos de comunicação, de qualquer gênero, para que a mensagem chegue ao outro, para que sua função social se cumpra. As histórias em quadrinhos é um gênero conhecido por grande público, principalmente o infantil, pois mostra suas peculiaridades e possibilidades de proposição de situações de aprendizagens significativas, através das mensagens que transmitem, humor, arte e o modo de escrever, salientando suas características textuais e o processo indenitários que provoca nas crianças.
Para VIGOTSKI (1998) a fala infantil passa por três estágios: a fala exterior, a egocêntrica e a interior. Estes estágios da fala são comuns ao desenvolvimento de outras atividades mentais cujos signos são necessários, como a capacidade de abstração, por exemplo, e se desenvolvem gradativamente: o primeiro estágio compreende o pensamento pré-verbal, primitivo, original. Posteriormente, a criança é capaz de experimentar seu corpo e o meio que a cerca, utilizando ferramentas exteriores para resolver problemas interiores, sendo que um exemplo é contar nos dedos, representando assim a fase egocêntrica. Posteriormente, a criança passa para o estágio de crescimento interior, no qual as falas, assim como outras operações externas, se interiorizam. A criança opera com signos interiores, fruto de mudanças estruturais e funcionais da fala, tornando este fator essencial para o pensamento
Com as Histórias em quadrinhos a criança tem o livre acesso a aprendizagem utilizando as imagens representando as respectivas palavras usadas por elas próprias. As histórias da Turma da Mônica possuem aspectos ligados a realidade da criança, possibilitando de forma lúdica o acesso ao mundo da imaginação e da fantasia. O acesso as HQs têm o objetivo de valorizar a literatura infantil e a produção de conhecimentos consolidados e construídos pelas próprias crianças em seu cotidiano. Maurício de Souza em suas histórias em quadrinhos possibilita que as crianças se identifiquem com os personagens, que como elas têm linguagens, brincadeiras e curiosidades específicas para faixa etária, mas que cativam “crianças” de todas as idades levando-as a produção própria de conhecimentos através do meio social em que vive.
As crianças entre quatro e cinco anos passa por uma fase de desenvolvimento bastante especial, seu interesse por assuntos diversos e capacidade de apreendê-los, aumenta muito, bem como a sua capacidade de ouvir e falar para o outro. O professor deve oportunizar situações de leitura e produção de histórias em quadrinhos para conduzi-las a caminhos de descobertas, letramentos e emoções, preparando-as cada vez mais para viver em uma sociedade globalizada, trabalhando as situações comum entre eles. Essa proposta apresenta aspectos que diferenciam as HQs dos demais textos, aos quais destacamos: as imagens, a expressão dos personagens e a linguagem através de símbolos gráficos, o desenvolvimento do enredo, de fácil entendimento, a facilidade de acesso e manuseio. O uso das histórias em quadrinhos não está restrito à Educação Infantil, pois existem variados escritores, que usam do humor e da sátira para escrever mensagens que vão desde a amizade e o amor, até a preservação do meio ambiente e questões políticas do convívio social. É um gênero rico de informações que leva o aluno ao desenvolvimento intelectual e cognitivo, promovendo o conhecimento de mundo, onde valoriza as suas origens e ideias.

LURIA, A. R. O Desenvolvimento da escrita na criança. In: VIGOTSKI, L. S. (Org). Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 2001, p. 143-190.
VIGOTSKI, L. S. Pensamento e linguagem. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p. 41-63
RODRIGUES, R. Histórias em quadrinhos. Revista do professor: Porto Alegre, ano 23, nº 91, p. 18-24, jul. /set. 2007.



O professor ao trabalhar com História em Quadrinhos, possibilita aos alunos momentos de interação como o meio e as formas de convívio entre os mesmos em sala de aula. As HQs ajudam, não só na capacidade leitora dos alunos, elas ajudam também na concentração através das imagens, pois quando se tem um aluno centrado na busca de descobertas de novos conhecimentos o trabalho do docente fica menos árduo e passa a ser feito por amor e dedicação. Marli Ap Costa. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

HISTÓRIA EM QUADRINHOS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

As HQs é um material de fácil compreensão, pois não é necessário que a pessoa que a tenha em mãos saiba ler o código da língua escrita, e possibilita um outro tipo de leitura, desde crianças pequenas a adultos não escolarizados. As HQs são compostas não apenas pela linguagem literária, mas também pela linguagem gráfica, visual. Com isto e além disto, as histórias em quadrinhos promovem um tempo e um espaço para o ensino e a aprendizagem das pessoas com ou sem acesso à escola. E, se a temática socioambiental for o foco dos conteúdos presentes nas HQs, a contribuição das mesmas pode representar a alteração de condutas, atitudes e pensamentos frente à preservação dos ambientes, das culturas, da vida no planeta. Logo, investigar quais são os conteúdos impressos nas HQs, e como são veiculados, pode contribuir nos processos educativos formais ou informais de crianças, jovens e adultos.
Mauricio de Sousa em suas HQs além de Monica, Cebolinha, Magali e cascão,  criou um personagem que tem seu foco voltado para a preservação do meio ambiente, em suas histórias ele está sempre entrando em atrito com alguém que corta uma árvore, mata um animal, joga lixo nos rios ou seja prejudica de tal forma a natureza.    
Apesar de ter sido criado em 1961, a primeira revista do Chico Bento saiu somente 21 anos depois. Antes de ganhar sua própria revista Chico já aparecia nas revistas da Mônica e Cebolinha nos anos 70. Cinco anos depois de estrear sua própria revista, chico faz um reboot do número um, agora pela editora globo. Traz na sua primeira capa um Chico com pegada romântica fazendo uma serenata para Rosinha. O novo reboot aconteceu vinte anos depois, já pela editora Panini, que a exemplo das outras revistas da turma, estreia com um novo estilo de pintura!  A capa ainda faz uma referência ao primeiro número com um Chico mantado num burrico. A evolução do Chico é bem visível! No início, ele era esguio e com sobrancelhas grossas, mas tinha bastantes detalhes na roupa. A partir de 1964, começa uma estilização que já marcaria o personagem com as calcas xadrez. Em 1966, ele começa a caminhar para o formato que ficaria pela década de 70, com a cabeça pontuda e uma estilização mais gráfica. A partir dos anos 80/90, o Chico arredonda os traços e se mantem assim até hoje.
Chico Bento em: Leite Fresquinho
Nessa história fica explícito o desconhecimento do primo de Chico Bento, vindo da cidade grande, de que o leite que ele toma em seu cotidiano vem de uma vaca, assim como um bezerro mama e se alimenta do leite de tal mamífero. Em princípio, quando descobre tal fato, fica enojado e sente asco de se imaginar tomando aquele leite. Para ele é muito estranho que o leite que seu primo toma na fazenda não venha de uma venda, ou supermercado, embalado em um saquinho. Essa história mostra o distanciamento da pessoa que vive em uma cidade daquilo que acontece no campo. Mostra a separação que existe entre esses dois lugares, como se o homem e uma vaca leiteira não tivessem nenhuma relação como seres vivos, não fazendo parte da mesma natureza. O autor em momento algum da história tenta aproximar estes dois diferentes locais, mostrando que existe uma interligação entre todos os seres vivos e ambientes em qualquer lugar do planeta. Outra questão interessante que é tratada nesta história é de onde vem o que é consumido, o que geralmente não é trabalhado com as crianças, talvez até por carregar uma suposta obviedade. Porém, se levarmos em conta que uma criança de grandes metrópoles passa a maior parte de sua vida circulando entre prédios, apartamentos, estradas, supermercados e sem ter um maior contato com outros seres da natureza que não os humanos ou animais domesticados, fica fácil entender o seu desconhecimento acerca do tema. Em tal história não fica claro que o leite que se consome nas cidades grandes também vem das vacas, porém com grandes processos de industrialização.

BIBLIOGRAFIA  
SOUSA, Mauricio de Chico Bento: 50 anos / Mauricio de Sousa. Barueri, SP: Panini Books, 2012. 
 GIESTA, N.C. Histórias em Quadrinhos: Recursos da Educação Ambiental. In: RUSCHEINSKY, A. (org.) Educação Ambiental: Abordagens Múltiplas. Porto Alegre: ARTMED, 2002. p.157 – 168:
Fotos:https://www.google.com.br/search?q=fotos+de+gibis+do+chico+bentos+protegento+o+meio+anbiente&es_



Nas histórias de Mauricio de Sousa, ele coloca a questão ambiental em todos os Gibis com todos os personagens, mas cito em especial o Chico Bento, porque ele é um menino que mora no interior e é amante da a natureza acima de tudo, ele tem um burro, um galo, e vive a beira do rio pescando, fazendo piquenique com a namorada Rosinha, e as vezes conversa com as arvores, cachoeira e os animais, sendo que em todos os seus livros tem uma história em que ele está roubando goiaba do senhor Hhô Lau. Para Chico a natureza tem vida própria e precisa ser protegida sempre.    Marli Ap Costa. 
Fotos:https://www.google.com.br/search?q=fotos+de+gibis+do+chico+bentos+protegento+o+meio+anbiente&es_

ORIGEM DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
           
       Segundos alguns escritores que dedicaram suas pesquisas as HQs  a primeira história em quadrinhos que foi escrita no mundo, foi criada pelo artista americano Richard Outcault, em 1895. A linguagem das HQs, foi inaugurada nos jornais sensacionalistas de Nova York com uma tirinha de Outcault, chamada The Yellow Kid,( O menino amarelo) e acabou fazendo muito sucesso que houveram disputa de  jornais para poder publicar tais tirinhas, como  dias de hoje, o que mudou foi apenas a data e o local do acontecido. Esse modelo utilizado por Outcault não surgiu do acaso, pois as histórias em quadrinhos mais antigas surgiram nos primórdios, basta lembrar que os homens das cavernas comunicavam-se através das pinturas rupestres, contando através de desenhos a saga diária de nossos ancestrais na luta pela sobrevivência.

As Histórias em Quadrinhos, estão associadas à narração, apresentando texto e imagem que estabelecem uma ideia de comunicação. É um gênero muito popular vivenciado entre as crianças e adolescentes, as HQs têm ganhado cada vez mais força, demonstrando que grandes histórias podem ser contadas a partir da Arte Sequencial.
 As HQs são conhecidas como comics, nos países de língua inglesa e surgiram na mesma época do cinematógrafo, mas diferente do que aconteceu com o cinema, que desde sua estreia foi considerado a sétima arte, os quadrinhos não receberam da crítica a devida importância, sendo até mesmo considerados como uma má influência para crianças e adolescentes. Isso aconteceu em virtude das temáticas abordadas, que fugiam às narrativas convencionais, pois se nem a disposição no papel era convencional, por que a linguagem o seria? Essa inovação provocou grande estranhamento e as impressões iniciais sobre as HQs transportaram a arte sequencial para o submundo das artes, onde permaneceu até a década de 60, quando invadiu o universo acadêmico e ganhou a simpatia de estudantes e professores.
As histórias em quadrinhos mais famosas são aquelas que retratam a vida de super-heróis, eternizados na arte sequencial e transportados para a linguagem cinematográfica, ganhando projeção internacional e povoando o imaginário de leitores do mundo inteiro. Mas nem toda HQ fica restrita a narrar as peripécias de personagens dotados de superpoderes: artistas como Marjane Satrapi e Art Spiegelman utilizaram as histórias em quadrinhos para narrar suas histórias de vida. Persépolis, livro de Marjane Satrapi publicado em quatro volumes, narra a infância da escritora iraniana durante a Revolução Islâmica. Já o livro Maus, do americano de origem judia Art Spiegelman, conta a história de seus pais, sobreviventes dos campos de concentração de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. Maus recebeu, em 1992, o primeiro prêmio Pulitzer destinado a um livro de história em quadrinhos.
Embora as HQs possam contar histórias tão boas e interessantes como contam as narrativas tradicionais, não podem ser consideradas Literatura, mesmo porque a literatura abarca tudo aquilo que é escrito e que recebe o status de arte. Não que os quadrinhos não sejam uma arte, mas vale lembrar que não são apenas escritos, também são desenhados e por isso não podem ser classificados como Literatura. As histórias em quadrinhos constituem um gênero diferente, combinando duas formas de arte, somando bons roteiros a belos desenhos, e é por essa combinação que os quadrinhos são tão originais. Não são Literatura, mas uma forma diferente de arte e, por isso, tão interessantes

BIBLIOGRAFIA
ANSELMO, Zilma Augusta.Histórias em Quadrinhos. Petrópolis: Vozes, 1975.                                   BARBOSA, Alexandre Valença Alves. Histórias em Quadrinhos sobre a História do Brasil em 1950: a narrativa dos artistas da EBAL e de outras editoras. São Paulo, 2006. Dissertação (Mestrado em Comunicação) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.                       MOYA, Álvaro de. Shazam!. 3ª edição. São Paulo: Perspectiva, 1977.
imagem - The Yellow Kid, do artista americano Richard Outcault, inaugurou a publicação dos quadrinhos em jornais *


A História em Quadrinhos surgiu como gênero textual em 1895, com a publicação da primeira tirinha em um jornal (O menino Amarelo), que convencionou a linguagem das HQs que conhecemos hoje. Aqui no brasil as histórias mais famosas são as criadas pelo cartunista Mauricio de Sousa, (A Turma da Monica) que muitos professores usam em sala de aula, apesar de não dar uma atenção em especial para tais, pois se bem trabalhada elas podem ajudar muito da aquisição do conhecimento intelectual e cognitivo da criança. 
Marli Ap Costa. 



quinta-feira, 17 de setembro de 2015



A IMPORTÂNCIA DAS HQ`S NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
A leitura é um importante instrumento para a construção de conhecimentos, ampliação de vocabulário, do desenvolvimento cognitivo, da criatividade e da linguagem. A mesma deve ser incentivada desde a infância, para que se torne um hábito prazeroso para a criança no decorrer de sua vida.
          Segundo Vygotsky existem algumas falhas nos métodos de ensinar a ler e a escrever, os quais enfatizam a forma mecânica, que requer treinamento para desenvolver uma habilidade técnica. Para motivar as crianças a vencerem os obstáculos do domínio da leitura e escrita, o professor deve ir além do material didático e atividades tradicionais, para não ficar preso apenas no conteúdo tradicional. O uso de materiais complementares entre outros, auxilia a manter o interesse durante o processo de aprendizagem. A literatura oferece diversos gêneros que podem ser utilizados nesse processo, desde os livros de fábulas até as histórias em quadrinhos. O importante mesmo é adequar o conteúdo oferecido à idade do público alvo, tornando as atividades mais diversificadas e prazerosas.
No período da infância as crianças demonstram interesse pela história em quadrinhos e isso se deve à facilidade com que este tipo de literatura atinge a mente infantil. Antes mesmo de frequentarem a escola as crianças se comunicam por meio de desenhos, por isso a importância da imagem como meio de expressão e comunicação.
A história em quadrinhos tem a sua particularidade, a de unir duas formas de expressão: texto e imagem. A mesma surge como alternativa de leitura prazerosa, pois prende a atenção da criança através de sua composição por aspectos lúdicos, que podem por sua vez ampliar a prática social da criança de forma que ela passe a ter outros objetivos de leitura, como informação e reflexão sobre um determinado tema. Ela traz benefícios a todos os tipos de alunos, desde aquele que está iniciando o processo de leitura até aquele que já lê efetivamente.
A história em quadrinhos permite que a criança compreenda o que está escrito através das imagens e textos, atribuindo sentido ao que se está lendo, fazendo com que essa leitura promova novas ideias e construa novos conhecimentos. 

VIGOTSKI, Lev Semenovich. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

 Alem de ensinar a ler e escrever, as HQs ajudam no incentivo a produção artística desde a infância, pois as figuras dos quadrinhos na maioria das vezes estimulam o interesse por desenhos que representam o cotidiano da criança ou ate mesmo uma copia da história ouvida pelo leitor adulto, por isso é importante que comece a ler para elas desde quando são bebes para que comecem a familiarizar com o mundo intelectual.  
  Marli Ap Costa. 


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

APRENDENDO A ESCRITA ATRAVÉS DAS HQs COM PORTADOR DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA.
        
 O uso das Histórias em Quadrinhos pode ajudar muito as crianças portadoras de deficiência auditiva, pois com as figuras elas aprenderão a interpretar o que o texto quer transmitir ao leitor independente de ser ouvinte ou não ouvinte. Com esse recurso pedagógico essas crianças terão a oportunidade de aprender a escrever a partir das imagens fazendo a conexão com os acontecimentos de cada quadrinho, ou seja cada quadrinho irá representar um acontecimento substituindo as palavras quando necessário, sendo que as crianças poderão fazer seus próprios quadrinhos representado aquilo que quer dizer em seu texto.  Com o estimulo da criação dos quadrinhos essas crianças irão aprender a escrever com a ajuda de uma pessoa ouvinte o que está nos quadrinhos, elas aprenderão a interpretar seu mundo através dos quadrinhos e as imagens existentes a sua volta. 
O momento da passagem da escrita pictográfica à escrita simbólica é um marco importante na evolução infantil. A escrita por imagens constituiria uma etapa natural na pré-história da escrita da criança, a qual é, posteriormente, suplantada pela escrita alfabética simbólica.
Para Vygotsky (1988) durante a pré-história da linguagem escrita as crianças constroem os pressupostos que permitirão o seu acesso à escrita, em três campos: a simulação de papéis (os jogos infantis), o desenho e as formas primitivas não convencionais de escrita. Nestas atividades elas descobririam, em diferentes níveis, a possibilidade de um simbolismo de segundo grau, ou seja, a descoberta de que um objeto em um desenho representa outro objeto que não é simplesmente um objeto com características similares.
A utilização de histórias em quadrinhos objetiva o desenvolvimento da produção escrita e da competência linguística em sujeitos portadores de deficiência auditiva. A partir do embasamento teórico referenciado formulou-se a hipótese de que a criação de histórias em quadrinhos por constituir-se numa atividade lúdica e possibilitar o desenvolvimento e elaboração de uma forma de “escrita” por imagens - coincidindo assim com a pré-história da escrita no desenvolvimento infantil - funcionaria como uma atividade propulsora para o avanço em seu estágio de desenvolvimento da escrita.
A utilização das Histórias em Quadrinhos na produção da escrita de portadores de deficiência auditiva condiz, mais uma vez, com o que afirma Vygotsky (apud Schneuwly, 1992) acerca da necessidade de que a criança aprenda em contextos com significado que façam aparecer a necessidade da escrita, e não represente para ela apenas a aprendizagem de letras ou palavras assimiladas mecanicamente.


Assim a criança terá um estimulo aguçando seus interesses em criar e recriar a partir daquilo que está utilizando, podendo aprender a escrita e melhorando sua comunicação através dos desenhos, podendo em um possível futuro ser oralizada a partir de estímulos das imagens de um ouvinte. A utilização das Histórias em Quadrinhos funciona como instrumento da linguagem escrita na medida que estimula e viabiliza a passagem para formas mais complexas de expressão. No momento em que introduz a fala dos personagens, por exemplo, o aluno defronta-se com o problema de descentrar-se de sua própria fala e expressar a fala de um personagem específico da história. Como seria de se esperar, esta aquisição não ocorre para todos imediatamente com a introdução dos balões de diálogo. A tendência de alguns sujeitos é colocar as primeiras falas do ponto de vista de alguém que estivesse narrando a história.  Com esse recurso pode-se trabalhar em busca de uma alfabetização visando a INCLUSÃO de todos com qualidade de ensino aprendizagem. 


VYGOTSKY, Lev S. et al. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. 5. Ed. SP: Ícone: Editora da Universidade de São Paulo, 1988.

Trabalhar a inclusão social com as Historias em Quadrinhos é possível e de fácil acesso para aquele professor que gosta, pois existem DVDs em Libras e Narrados, para o acesso dos portadores de deficiência visual e auditiva. Com esses recursos as HQs podem entrar na vidas de todos os indivíduos sem excluir ninguém de tal forma, ajudando o professor no desempenho de seu trabalho e ao aluno principalmente em seu desenvolvimento intelectual e cognitivo. 

Marli Ap Costa 

domingo, 30 de agosto de 2015

HISTÓRIA EM QUADRINHOS NA EDUCAÇÃO

HISTÓRIA EM QUADRINHOS NA EDUCAÇÃO 
As primeiras manifestações de História em Quadrinhos no Brasil devem-se ao ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, criador das personagens Nho Quim (1869) e Zé Carioca (1883), criações de grande sucesso de periódicos brasileiros. A partir das HQs pode se desenvolver grandes habilidades de leitura durante o processo da alfabetização. 
(MOYA, Álvaro de. Shazam!. 3ª edição. São Paulo: Perspectiva, 1977)

A literatura infantil é um caminho que leva a criança desenvolver a sua imaginação, suas emoções e os seus sentimentos de forma significativa. Acredita-se que a leitura deve fazer parte do cotidiano da criança como um momento de prazer e diversão, mas para isto ela precisa ser cercada de elementos que demonstra o quanto é útil, construtiva e prazerosa. Portanto, é fundamental trabalhar com a diversidade de gêneros textuais incluindo os quadrinhos, as tirinhas, as imagens e dentre outros.
Através das HQs pode-se desenvolver um trabalho sobre a preservação do meio ambiente, que hoje é de tamanha relevância no cotidiano escolar, usando figuras e pequenos textos demonstrando o quanto é importante cuidar de nossa saúde a começar com o cuidado com o meio em que vivemos. No decorrer da aula o professor pode desenvolver atividades de Educação Artísticas com colagem e desenhos feitos pelos alunos, estimulando a produção, habilidades e concentração, promovendo o trabalho em conjunto e valorizando a interação social envolvendo professor e aluno.   (Marli Ap Costa 30/08/2015)